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sábado, 28 de agosto de 2010

Um poema de Antonio Carlos Floriano

O DOENTE


adoeceu-se de alma
queriam tratá-lo com água
banho silvado de reza

tentaram soprar os olhos
tentaram matar os sonhos
usando cores da geometria

usaram flores de sal
usaram vento de conchas
deixaram sem roupas do rochedo

para os pássaros da alma
para o rumor das águas
numa campa de flores de sal
o doente geômetra de gesso.

2 comentários:

Anônimo disse...

banho silvdo de reza

é o fino da bossa

karl

Cristiano Moreira disse...

concordo com o karl
este verso vale um álbum de fotos em sépia.

cristiano.