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terça-feira, 21 de setembro de 2010

Poema de Cristiano Moreira

letras de vidro sobre a língua viva
desenham a palavra móvel: moinho
hélices negativas de ébano
passeiam sem sair do lugar

letras vivas sobre a língua de vidro
deslizam descalças, dançam nuas
nos lábios distantes de casa
imagem parindo lugares

letras de línguas sobre o vidro
deformam a imagem nas lágrimas
dos olhos distantes da margem
imagem engolida no sonho.

2 comentários:

Í.ta** disse...

ótimo ler teus poemas, cris.

grande abraço daqui da xarraguá :)

Cristiano Moreira disse...

valeu ita.
uma leitura é como pedra sobre as linhas do poema, ou no caminho do arado.

arbaço