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terça-feira, 24 de novembro de 2009

Um poema de Octavio Paz traduzido por Marco Vasques



Refranes

Una espiga es todo el trigo
Una pluma es un pájaro vivo y cantando
Un hombre de carne es un hombre de sueño
La verdad no se parte
El trueno proclama los hechos del relâmpago
Una mujer somada encarna siempre en una forma amada
El árbol dormido pronuncia verdes oráculos
El água habla sin césar y nunca se repite
En la balanza de unos párpados el sueño no pesa
En la balanza de una lengua que delira
Ena lengua de mujer que dice sí a la vida
El ave del paraíso abre las alas


Sentenças

Uma espiga é todo o trigo
Uma pluma é um pássaro vivo e cantando
Um homem de carne é um homem de sonho
A verdade não se divide
O trovão anuncia os feitos do relâmpago
Uma mulher sonhada encarna sempre a imagem do amor
A árvore adormecida pronuncia verdes oráculos
A água fala sem parar e nunca se repete
Na dança dumas pálpebras o sono é nada
Na dança da boca é a língua que delira
A língua de uma mulher dizendo sim à vida
A ave do paraíso abre as asas


(Tradução: Marco Vasques)

4 comentários:

Isabela disse...

Poema maravilhoso!

Flavia Milena disse...

Fantástico!!!

Marco Vasques disse...

Valeu meninas!

Linda Graal disse...

aiai, que lindo...li-o inteiramente...delícia!